Tenho reparado algo que pode soar um tanto quanto absurdo mas que é realidade: muitos usuários de internet não sabem usar redes sociais ou nem sabem como elas funcionam.
Tendo isto em mente, este e os próximos posts serão relacionados aos newbies ou n00bs, ou melhor, aos novatos de plantão.
Quero através destes posts incentivá-los a conhecer estas ferramentas já que, conhecê-las não é mais uma opção, é uma necessidade para continuar conhecendo as tecnologias e ir se aprofundando nos negócios virtuais.
Apenas uma nota: aqui não irei priorizar datas, valores nem questões mais específicas pois a intenção é apresentar o conceito de tudo, se tiver interesse em saber mais, procure no google.
Vamos começar pelo princípio de tudo, os buscadores de sites.
A internet começou a sua expansão em 1995 e com ela surgiu a necessidade de organizar os sites e informações nela presente. Dessa necessidade surgiram os primeiros buscadores de sites, no Brasil o Cadê? era o ban-ban-ban enquanto no mundo o Yahoo! fazia sucesso.

Esses sistemas eram primitivos em relação ao que temos hoje e grande parte da sua funcionalidade dependida de pessoas. Veja como funcionava esses sistemas.
- Primeiro o dono de um site acessava o sistema de busca e cadastrava seu site, adicionando o nome dele, uma longa descrição do conteúdo, nome do proprietário e palavras-chaves (estas tinham importância relativamente reduzida neste momento da história.);
- Esse cadastro era enviado ao banco de dados do sistema. Esses dados seriam analisados e aprovados por um funcionário da empresa;
- E depois de alguns dias o seu site aparecia nos resultados das pesquisas.
O problema neste sistema é que o sistema estava fadado a buscar os resultados da sua busca nesta descrição e nas palavras-chaves fornecidas pelo proprietário do site, ou seja, você poderia digitar “igreja” na busca e receber como resultado algum site voltado à sexo.
Hoje os sites de buscas são infinitamente mais avançados e complexos. Veja como funciona:
- Cada site de busca possui um robô (na verdade é software quase com vida própria). Sua função é navegar por toda a internet, sim, toda a internet e ler todos os textos, palavras, imagens, códigos, vídeos e arquivos disponíveis e arquivar esses dados em enormes data centers;
- Esses dados são cruzados utilizando centenas, quiçá milhares de cruzamento de dados, e esse cruzamento de dados vai gerar um ranking de confiabilidade, no Google esse ranking é chamado PageRank. Exemplo: um blog da Índia recomenda em um dos posts deles que o site do UOL é bom para se atualizar das notícias do Brasil. Com isto o site do UOL ganha uns pontinhos positivos;
- Esse PageRank vai determinar os sites que possuem mais relevância e confiabilidade em determinados assuntos e trazer ao usuário um conteúdo mais confiável sobre sua busca. Atualmente se você digitar “Igreja” no Google vai encontrar 21 milhões de resultados. Obviamente você nunca vai até o final desta busca para encontrar o conteúdo que deseja. Os melhores conteúdos estarão nas primeiras páginas.
Conseguem ver a diferença de conceito nestes dois sistemas de buscas? Um depende como o proprietário do site quer que ele seja visto, e no segundo o seu conteúdo é quem vai guiar a forma como seu site será visto.
Já estou vendo alguns aluno levantarem as mãos e perguntarem: “Mas e os links pagos? Sempre ouço que quem aparece na primeira página do Google paga para aparecer lá!”
Isto em parte é verdade, mas só em parte. Vamos com calma analisar o seguinte:
Existem formas de você efetivamente melhorar sua posição no ranking dos sistemas de buscas e, obviamente, quando você possui um conteúdo confiável e uma estrutura de site devidamente de acordo com as métricas SEO (basicamente é a otimização de sites) seu site possui maiores chances de aparecer de forma gratuita na página inicial do Google quando o seu site oferecer o melhor resultado para a busca em questão.
Exemplo: você não vai ver seu site sobre “tunning de carros” aparecer em um resultado da busca de “casamento feliz em angra dos reis”. Óbvio. Nem existe motivo para você querer que ele apareça desta forma.
Porém, existem momentos em que, mesmo você trabalhando a otimização de seu site de forma correta e produzindo conteúdos próprios o seu site não aparece nas buscas em que deveria. Isto acontece por diversos motivos e o principal deles é a concorrência.
Oras, a sua concorrência também deve produzir conteúdos bons, relevantes, e estar melhor colocado segundo o que defini o PageRank. Então como você poderia aparecer na primeira página dos resultados se não pagando? E é desta forma que o Google ganha dinheiro, aliás, muito dinheiro.
Este sistema funciona da seguinte forma:
- A empresa que deseja anunciar nos resultados do Google devem comprar palavras chaves. Isto mesmo, a empresa pode comprar quantas palavras chaves quiserem e quantas acharem melhor. No caso do tuning citado acima, ele pode comprar as palavras que estão relacionadas à esta atividade comercial. Porém nada o impede de comprar as palavras relacionadas ao “casamento feliz em angra dos reis”, porém seria um erro da parte dele. Eu explico por que… calma.
- Esse sistema de publicidade cobra do anunciante não pela quantidade de palavras compradas mas por cliques que os usuários derem nestes anúncios. Ou seja, se a pessoa está procurando “casamento feliz em angra dos reis” e clicar no anúncio de “tunning” a probabilidade de ele efetuar um compra em seu site ou permanecer por mais tempo dentro dele é muito menor do que se você anunciar em palavras relacionadas ao seu público-alvo, e mesmo assim você estaria pagando.
- E dependendo da palavra que você comprar a brincadeira pode sair caro pois não existe um valor fixo para cada palavra. O valor delas vai aumentando e diminuindo conforme a procura faça o mesmo. Ou seja, em uma semana o valo da palavra “tunning” pode estar R$ 0,01 (um centavo) por clique. Mas seus concorrentes também querem comprá-las, e então o valor delas sobe para R$ 0,25 (vinte cinco centavos) o clique. Em palavras com muita procura esse valor pode facilmente ultrapassar os R$ 30 (trinta reais) o clique.
- Ou seja, nenhuma empresa vai querer que um zé mané clique no seu anúncio de 30 reais para ficar 5 segundos no seu site de “tunning” e não comprar nada, ou vai?
Pode não parecer, mas esse processo todo é extremamente complexo e mesmo assim é rápido. Veja por exemplo, ao precionar o botão buscar por “casamento feliz em angra dos reis”, o seu pedido é enviado até os computadores do Google, este por sua vez efetua todas as análises e cruzamento de dados em sua enorme base de informações, são trilhões de palavras e informações, analisa ainda os usuários pagantes e lhe retorna as melhores respostas em certa de 0.26 segundos. Some a tudo isto que o sistema de busca não está efetuando buscar somente para você, mas existem milhões de outras pessoas utilizando o sistema simultâneamente.

Apenas para efeito comparativo, saiu esses dias no IDGNow a informação de que os norte americanos efetuaram mais de 14.7 bilhões de buscas em dezembro de 2009. Imaginem a complexidade em processar todas essas informações.
Há algum tempo eu escrevi um texto sobre o Adwords (palavras pagas) aqui no blog. Para lê-lo clique aqui.
E em um tempo mais remoto ainda, novembro de 2007, escrevi aqui sobre como buscar no Google, para ler clique aqui.
Se ficou alguma dúvida, utilizem o campo de comentários para fazer sua pergunta.
Abs…
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Fernando:
Gostaria de saber se você recebeu o “kit de upgrade windows 7″ da Dell?
Li os posts de reclamação no seu blog e também estou passando pelo mesmo problema, pos isso pergunto: Você já recebeu?
Abraço,
Marcos
Sim, já recebi em dezembro… depois de muuuuito infernizar a vida deles… mandava email de manhã tarde e a noite, além de ficar ligando…
veja essa comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=96737155
tem mta gente na mesma situação sua…
flw
[...] no post “O início… começando pelas buscas” falei sobre e como funciona os sistemas de buscas e como estes sites lucram com os [...]