Eu até gosto de filme-catástrofe, mas é impressionante a capacidade de hollywood de repetir as mesmas fórmulas, as mesmas cenas e as mesmas histórinhas sem graças.
2012 nada mais é do que já exploraram “Impacto Profundo”, “O dia depois de amanhã”, “Missão ao centro da Terra”, “O dia em que a Terra parou”, “Amargeddon” e tantos, tantos outros…
Atenção: Abaixo eu conto algumas cenas do filme, spoliers, se você não assistiu e ainda quer ter este desprazer, não prossiga na leitura.
Apenas para pegar um estilo de cena que está presente em quase todos estes filmes e se repete 3 vezes no 2012 vou usar como exemplo: As fantásticas cenas onde o fim do mundo está à um quarteirão de distância do mocinho do filme e este, mais do que depressa, arruma uma bike, um carro, um avião, um tênis nike e fogem tendo o mundo se esvairindo em pedaços à suas costas.
Sim, e na fuga nenhuma casca de banana no seu caminho, nenhum motoboy lunático ou urubu suicida contra seu avião. Todos os mocinhos acabam se salvando da catástrofe mundial. E em 2012 eles conseguiram fazer 3 cenas fortes que seguem este roteiro básico
A primeira cena, a mais forçada é a que o mocinho pega a sua família em casa e começa a correr com sua limosine pelas ruas da cidade enquanto o chão literalmente vai desaparecendo e os prédios vão se demolindo.

O mais fantástico é quando esse mocinho e sua limosine se deparam com um prédio gigantesco em caindo na sua frente. O que ele faz? Pisa fuuuuundo no acelerador e voa para dentro do prédio, caindo certinho bem em cima do piso de um dos andares, as colunas do prédio vão se envergando e ele vai andando tranquilamente por dentro das ruinas do prédio.

O fantástico nessa cena é que, mesmo a demolição do prédio no mundo real durando apenas alguns poucos segundos, no filme ela dura uma eternidade, além do que, em seu passei por dentro do prédio, o mocinho não encontra nenhum corpo de pessoas, nenhum elevador, nenhuma viga caída, nada, nada, nada. Caminho livre.

Mas isto não é tudo, desde o começo desta cena, o chão só vai afundando conforme eles vão passando. Enfim. Eles chegam ao aeroporto. O que acontece? Um blábláblá tonto e o chão começa a fundar bem na hora que eles começam a decolar no avião…
Que coincidência…
Bom, as outras duas cenas que acontecem a mesma coisa é no vulcão que surge no parque e novamente em outro aeroporto. As cenas forçadas também não param por aí não, uma das mais forçadas é quando o avião bimotor em que estão decolando é abraçado por uma nuvem piroclástica, e como diz na Discovery, esta nuvem é fatal, uma vez que podem chegar a 800ºC. Mas acalmem-se, nem uma gotinha de suor é derramada. Todos saem ilesos, caso contrário o filme acabaria lá pelos 30 minutos, o que não seria a pior coisa a acontecer, isto viria depois, após a heróica invasão dos heróis na arca do século 21.
Esta cena é terrível, pois as gigantescas e pesadíssimas portas de aços ficariam abertas pois uma furadeira estava impedindo seu fechamento. PERA-LÁ. Uma furadeira estava impedindo o fechamento de uma porta gigantesca que provavelmente possuía um motor com força “felomenal”? Ah vá. Conta outra. Que fosse este o caso. Na posição em que se encontrava a furadeira, bastava eles abrirem um pouco a porta pesadíssima que a furadeira iria cair e a porta seria fechada sem qualquer problema. MAS NÃÃÃÃOOOOO, o filme desenrolou MEIA HORA nessa lenga lenga de fechar a porta.
Bom, depois de estragar, ou melhor, salvar a vida de quem ainda não assistiu ao filme, irei recomensá-los indicando um filme catástrofe fantástico, que foge desta lenga lenga desses blockbostas.

Cloverfield, este filme sim vale a pena assisitr. Não liguem muito para o poster publicado acima, pois sei que ele é tosco e idêntico aos de outros filmes do gênero, mas a história deste é fantástica, brilhante e totalmente imprevisível.
Prepare bastante pipoca, fique uma semana sem fazer as unhas (para poder roê-las durante o filme) e divirta-se.
Abs…
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