Segue a receita criada pela Rede Record de Televisão:
Igredientes:
- Uma igreja
- Uma rede de TV
- Um jornal de abrangência nacional
- Uma tragédia
- Uma fita de uma menina de 5 cinco anos brincando na escola
- Dois apresentadores
Modo de preparo:
- Dentro do Jornal, utilize os dois apresentadores para que, com voz funebre, faça narrativas emocionais, apele para a opinião popular;
- Após isto passe imagens da menina assassinada brincando na escola, com os coleguinhas e junto a isto, misture com uma narração dramática;
- Entreviste a diretora do colégio e peça para ela chorar;
- Após tudo isto, quando você perceber que todos os seus telespectadores estão aos prantos e totalmente chocados com tais cenas e depoimentos, chame os comerciais e coloque um comercial que logo de cara questiona: “Você acredita em Deus?”;
- Feito isto, use e abuse do senso de impunidade, horror e incredulidade.
Resultado:
- Uma comoção nacional será conquistada;
- Muitos novos fiéis serão angariados para a sua igreja;
- O ibope aumentará;
- Alguns poderão se sentir extremamente ofendidos, no caso da família da menina morta, mas é o preço a se pagar para o crescimento honesto, moral e ético do grupo empresarial.
Sim, esta receita foi apresentada ontem pela Rede Record durante o Jornal da Record. A exploração da morte da pequena garota Isabella rendeu o jornal inteiro, não bastou para eles apresentar a notícia e as informações, eles foram além e extrapolaram o limite máximo para tornar o jornal um circo de horrores.
Agora te pergunto, cadê os direitos humanos? Cadê o respeito com a dor da mãe da menina, que além de perder a sua filha está sendo extremamente exposta a tais brutalidades cometidas pela Record e outras emissoras?
Posts relacionados
[...] E eu, ingênuo, achando que o tempo poderia fazer algumas coisas passarem… mas o circo de horrores continuou durante o fim de semana. Passado aqui. [...]
Muito boa percepção Fernando, quanto ao uso da exploração e comoção com a imagem da menina para pegar o telespctador em um momento, diria até, “com as calças abaixadas”.
Abraços.