No último dia 3 de março o governo federal lançou o novo site Brasil.gov.br, é o resultado de um ano de trabalho desenvolvido pela TV1 e cujo valor em contrato é de R$ 11 milhões anuais. Ou seja, no último ano o governo pagou onze milhões de reais para o desenvolvimento do site. Neste ano e no próximo, outros onze milhões serão pagos para a manutenção do site a cada ano. Ano que vem idem, no outro idem… e assim caminha a humanidade.
O mínimo que poderia ser esperado é um portal com conteúdo, qualidade e respeito aos contribuintes, ou seja, nós (povo otário). E infelizmente não foi o que se viu até o momento.
Segundo o presidente Lula, o site conta apenas com 30% do conteúdo previsto, ou seja, foi lançado às pressas devido às eleições. Onze milhões de reais para apenas 30% do site final.
Vamos analisá-lo com cuidado para não cairmos disputas partidárias (sou totalmente sem partido – é bom deixar claro).
Para começar vamos ver o logo. A assinatura “.gov.br” está com a entreletra gigantescamente grande, tornando sua leitura totalmente comprometida e perdendo a força visual do endereço do site.
Aliás, esse “.gov.br” nem deveria fazer parte do logo, afinal, se você está no portal significa que você sabe o endereço, não há necessidade de colocá-lo nesta área nobre do site.
Ao lado do logo, existe o campo de busca, um dropdown para selecionar o tipo de conteúdo que deseja buscar e o botão de busca. O campo “selecione” é totalmente desnecessário tendo em vista que ao lado existe ainda o botão “Busca Avançada” que oferece as mesmas opções do dropdown.
Logo abaixo da busca existe o menu de apoio aos deficientes visuais.

Antes de continuar, acho interessante explicar como um deficiente visual acessa um site na internet. A princípio, existem alguns softwares que são instalados no computador do usuário e através de comandos de voz o usuário consegue utilizar as ferramentas do computador e navegar na internet. Para obter respostas sobre o que se encontra na tela, o software lê para o usuário tudo o que está presente nela. Para tanto, ele utiliza uma série de quesitos normatizados através de convenções internacionais. Por exemplo, na internet, a norma diz que cada imagem de um site deve conter uma descrição que ajude o usuário cego a compreender do que ela trata.
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